sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma ilha-casino

Já alguém fez bem as contas aos impostos que os casinos pagam ao Estado? Pois bem, são enormes! E por enormes quero dizer milhões de euros anuais, por estabelecimento.

Quando o Casino Lisboa abriu, a Esquerda mais radical fez um banzé (quando é que ela não faz?) por causa da natureza malvada do jogo e de como estávamos perante mais uma tentação capaz de destruir legiões de inocentes famílias. Ora, como se sabe, os fabricantes de automóveis e as multinacionais do vestuário conseguem dar mais cabo das finanças da população do que todos os casinos do país juntos...

Hoje, passados alguns anos da abertura do Casino Lisboa, aquilo é um êxito. O pessoal vai lá ver concertos, teatro, comer e, claro, jogar uns trocos. Pelo meio, há imensos chineses enfezados a gastar as suas economias. Por mim, é lá com eles.

Sim, já sei: falei em chineses e vocês já estão a pensar no Futre e na história dos aviões cheios de chinocas. E não é que têm razão? Só que em vez de chineses (eles têm uma coisa chamada Macau) nós devíamos era ter uma espécie de ponte aérea para fazer os europeus virem cá gastar os ordenados, as reformas e os enxovais dos filhos. Sem misericórdia, digo eu!

O plano era simples (e, atenção, que a espanholada já está em campo): criávamos uma espécie de cidade-casino, ao estilo de Las Vegas, num local isolado, enchíamo-la de hotéis, motéis e outros téis com impostos reduzidos (para levar o pessoal a ficar lá mais tempo) e abria-se casinos porta sim, porta não. Depois, era ver o dinheiro a jorrar e a cair nos cofres do Estado.

O sítio, conforme já disse, tinha de ser isolado, para diminuir a influência perniciosa junto da população nacional (que, aliás, até deveria ser proibida de lá entrar - salvo para trabalhar) e, portanto, a melhor solução era por a coisa numa ilha. Ora, como o Ronaldo já está a pensar dar cabo de Porto Santo, talvez fosse de aproveitar o embalo. Quanto à má frequência, não se preocupem: depois do Fernando Alonso, seria difícil arranjar pior.

Então, e o Jardim não reclamaria? Talvez, mas, como toda a gente sabe, seria apenas uma questão de acertar a quantia...

Outra hipótese seria a ilha de Santa Maria. Também está isolada, tem aeroporto... mas o clima é pior. No entanto, ganhava-se em beleza e podia-se explorar o mercado das luas de mel.

E se a Igreja reclamasse? Muito simples: oferecia-se uma margenzinha dos lucros para o tesouro do Santo Cristo e até o Espírito Santo abençoava o projeto.

No fim, conseguia-se uma máquina de fazer dinheiro à custa dessa cambada que hoje nos quer negar empréstimos. Sugávamo-los até ao tutano e eles ainda sorriam!

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