quinta-feira, 14 de abril de 2011

Punir o uso abusivo das urgências hospitalares

Esta é de caras! Uma das coisas em que o país gasta mais dinheiro é na manutenção (e melhoramento) do Serviço Nacional de Saúde. Chamam-lhe um dos pilares do Estado Social e não parece haver muita gente a discordar de semelhante classificação. Ora, o SNS é um enormíssimo sorvedouro de recursos e fica-nos sempre a impressão de que há muita coisa que pode ser feita para melhorar a sua gestão (que, como se sabe, é próxima de ruinosa em diversos sítios).

Por exemplo: porque razão as taxas moderadoras nas urgência não estão dependentes da gravidade da situação? Porque cargas de água, um indivíduo que parte uma perna, há-de pagar o mesmo do que uma velha que lá vai ao primeiro espirro? A velha tem de ser punida pagando uma sobretaxa de uso abusivo do SNS. Com o tempo, os cravas começarão a pensar duas vezes antes de entupirem as urgências hospitalares com assuntos que se resolviam em qualquer farmácia.

Então, e se a velhinha, um dia, ficar mesmo doente, tiver medo de ir ao hospital e bater as botas, perguntam vosselências? Então, ótimo, digo eu, porque se acaba com mais uma tuga (ainda por cima velha e feia) e é menos uma reforma a pagar. Como vêem, é só vantagens!

Ah... e se - continuam vocês -, for um cigano, fizer fita e não quiser pagar? Então, desconta-se-lhe o valor no subsídio. Em qualquer um dos que ele receba...

Já agora, só por falar no cigano: casos de urgência hospitalar motivados por violência, também pagavam uma taxa especial. O Estado não tem de andar a curar os olhos negros de ninguém.

E mais!... Independentemente do motivo, os reincidentes no abuso iam sofrendo um agravamento da taxa de cada vez que se fossem queixar ao xotor.

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