sexta-feira, 15 de abril de 2011

A mais velha profissão não paga imposto? Passa a pagar!

Diz a sabedoria popular (se bem que, no caso da tugalhada, "sabedoria" seja um exagero otimista) que a prostituição é a mais velha profissão do mundo. Por mim, os pergaminhos da atividade só mostram o quão necessária ela sempre foi. Já confundir uma velha profissão com uma profissional velha, parece-me coisa de mau gosto.

Ora, o que se passa com a prostituição é que ela está aí (sempre esteve), ganhou visibilidade mas... sendo uma "profissão", não paga imposto. E isto faz-me espécie. Já sabíamos que as meretrizes eram especialistas em mamar mas, daí a mamarem à grande no Estado, vai um passo que não se deve dar.

Abrimos o jornal e são páginas inteiras de putedo. Vemos aqueles programas a meio da noite (quando estamos com insónia) e é só "mi liga vai", abrimos a TV Guia e temos gajas de concursos a dizerem que têm este e aquele como cliente habitual e, depois... impostos? Nada!

Ora, a prostituição é um negócio tal que nós até importamos especialistas no assunto (o Brasil, como se sabe, é o nosso maior parceiro comercial neste aspeto), para suprir as necessidades do mercado. A mão de obra nacional começa a estar envelhecida, é pouco qualificada (os brasileiros sempre foram melhores de boca - vejam a IURD que também é especialista em foder o pessoal) e, como é próprio da nossa alma sensível, tende a ser bruta com os clientes. Com tanta gente dedicada ao negócio de abrir a perna (ou dobrar as costas), facilmente se percebe a economia paralela que anda por aí.

E, pergunto eu: é justo que um honesto pai de família que vá às putas, pague imposto do carro, pague imposto da gasolina, pague imposto do ordenadinho que tanto lhe custa a ganhar e aquela fulana ali em baixo, que mais não faz do que andar a mostrar o pernão e deitar-se enquanto os outros se mexem, não pague uma porra de um tostão das dezenas de euros (quando não centenas) do que cobra? Assim, não é difícil de acreditar que haja tantas candidatas às vagas abertas. É sempre a amealhar! E muitas ainda dividem a casa e as contas entre elas!

O que fazer, então? Desde logo, legalizar a profissão e começar a cobrar IRS. Depois, aplicar uma discriminação positiva ao putedo estrangeiro, como forma de desincentivar as nossas moçoilas e de melhorar as relações internacionais (se há coisa que ajuda ao bom entendimento entre as pessoas, é o sexo - vede, senhores, os chimpazés Bonobo). De seguida, aplicar um imposto especial aos anúncios publicados nos jornais (e em qualquer outro meio de comunicação) e, finalmente, exigir licença de venda ambulante às gajas que trabalhem na rua e na beira da estrada.

Dir-me-ão: e, com os impostos, isso não vai criar uma espécie de mercado-negro da prostituição? Talvez sim mas... ele não existe já? Para resolver esse assunto, bastaria oferecer à polícia uma comissão sobre as multas. Das duas uma: ou a bófia passava a apanhar o gajedo todo na ânsia de fazer uns trocos; ou elas tinham de dar tantas borlas que acabavam por se fartar da clandestinidade...

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