terça-feira, 19 de abril de 2011

Maior a frota, maiores os impostos

Há quem tenha como maior sonho da vida comprar um automóvel. Há quem, tendo um, ache que precisa de outro, para os fins de semana. Há quem ache que não se deve usar o mesmo carro ao Sábado e ao Domingo e, como já tem um para os dias de semana, precisa de um terceiro. Há quem ache que nenhuma família está completa sem um popó para cada elemento. Há quem ache que, se não fossem os carros, não havia sentido para a vida.

Há quem ache tanta coisa que eu acho que uma coisa bem achada era começar a taxar o número de automóveis por agregado familiar. Lembram-se da China? A certa altura, aquela maltosa de olhos em bico paria tanto que o Estado começou a fazer os bebés custarem. Quanto mais nasciam, mais caro ficava aos babados pais.

Por cá devia fazer-se o mesmo mas com os carros. Pensando bem, a maior parte das pessoas tem mais amor à merda das latas do que aos próprios filhos. Se um destes levar uma berlaitada, o pai diz-lhe "é para aprenderes" mas se o carro ficar com um risco, sequer, a coisa já assume contornos de drama com direito a ameaças de morte e tudo. Portanto, quanto mais carros houvesse na mesma casa, mais caro ficava tudo que a eles fosse associado. Por exemplo: um carro pagava X de seguro e Y de imposto de circulação mas, se houvese outro carro registado no mesmo agregado, então, o seguro do segundo carro já era agravado numa percentagem, acontecendo o mesmo com o IUC. E a coisa ia subindo por cada cagão que lá em casa se atrevesse a levar até às últimas consequências a desesperante máxima "Eu preciso de um carro!".

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