sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ginástica mental - Xadrez e Cia.

Mmm... assim de repente, isto parece ser uma espécie de contradição relativamente a algumas expressões minhas pouco abonatórias das capacidades cerebrais da espécie predominante no nosso território (o Homo Tugus). É verdade que eu acho que a maior parte dos meus compatriotas é, numa só palavra, estúpida. Se quisermos desenvolver um pouco o conceito, posso dizer algo do tipo "estúpida que nem uma porta" mas não me peçam para ir muito além porque já me dói a cabeça...

E porque razão é o português estúpido? Por questões genéticas? Por causa do mau cheiro vindo do país vizinho? Por causa do excesso de peixe na alimentação? Nisto eu até sou otimista. O português é estúpido porque o fazem assim. Isto é diferente das questões psiquiátricas, atenção! Eu não estou aqui a falar dos inúmeros defeitos de personalidade e das múltiplas doenças da psique que atingem a nossa população. Não, eu estou unicamente a falar do desenvolvimento da inteligência. Uma pessoa pode ter a cabeça toda fodidinha e, ainda assim, ser alguém inteligente e útil à sociedade. O grande problema, aqui, é que a maior parte de nós só coleciona as negativas..

Então - lembrem-se sempre de que isto é um blog para apontar soluções -, como é que tornamos os Portugueses mais inteligentes? Como sempre, há o lado estatístico que implica a eliminação da parte defeituosa da população e há o lado humanista (os tugas são humanos?) que desenvolve ideias com base no aproveitamento dos detritos existentes. Os ambientalistas preferem, claramente, esta segunda via.

Desde a escola primária (ou básica), todo o cidadão nacional deveria ser OBRIGADO a estudar e a desenvolver capacidades em atividades de desenvolvimento mental. Estou a falar de coisas como o Xadrez, as Damas, o Sudoku, etc., que deviam constituir uma disciplina de direito próprio, equivalente a qualquer outra (como o Português ou a Matemática). As vantagens da aprendizagem destes "jogos mentais" seriam óbvias: os miúdos ganhariam em concentração, capacidade de raciocínio, calma, ponderação, análise, etc. E tudo o que eles adquirissem nesta disciplina acabaria por ser aplicado no estudo das outras.

Não há ninguém à face da terra que conteste os benefícios da prática de modalidades como o Xadrez. Ninguém! E, no entanto, apesar de terem custos mínimos, estes jogos não penetraram ainda no sistema educativo como ferramenta para o desenvolvimento intelectual da população. É preciso ser-se estúpido para não ver as vantagens dos "desportos mentais". Se, ao menos, os responsáveis pelo Ministério da Educação tivessem jogado xadrez em pequenos...

Os miúdos, hoje em dia, são torturados com uma carga de conhecimento inútil nas escolas (no meu tempo também era assim mas fica sempre bem dizer que hoje é pior). Sucedem-se as matérias sem aplicação prática, assentes na teorização estéril e cansativa que leva ao desinteresse e ao afastamento de tudo quanto não seja "divertido". Ao obrigar-se a população estudantil (gente na fase em que a mente e o corpo estão em polvorosa) a empinar conhecimento isolado (a ligação ao "geral" nunca lhes é apresentada) só se está a promover o desinteresse intelectual e a promover a imbecilização. Várias das disciplinas atualmente vigentes poderiam perfeitamente desaparecer para dar lugar à ginástica mental.

Quanto aos professores, numa primeira fase o Estado poder-se-ia valer dos carolas das diversas modalidades bem como dos muitos clubes existentes. Ao mesmo tempo, reciclar-se-ia professores por forma a serem capazes de ensinar o bê-a-bá (como é que isto se escreve?) das diferentes modalidades.

Retiravam-se disciplinas inúteis do currículo escolar, promovia-se o ganho de capacidade intelectual da população estudantil e melhorava-se o desempenho geral escolar.

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